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Como é calculado o valor da conta com Energia Solar

Ao instalar um sistema de energia solar fotovoltaica, a conta de luz deixa de ser um simples cálculo de consumo mensal. Ela passa a considerar diversos fatores, como geração de energia, energia injetada na rede, encargos regulatórios e a taxa mínima cobrada pela distribuidora.


Neste artigo, explicamos de forma prática e detalhada como funciona o cálculo da conta de energia para unidades consumidoras com geração solar, apresentando os principais cenários e componentes envolvidos.


Variáveis Utilizadas no Cálculo


Para entender o cálculo da conta, é importante conhecer os parâmetros considerados:

  • Consumo (kWh): Quantidade de energia consumida pela unidade no período;
  • Geração (kWh): Energia total gerada pelo sistema fotovoltaico;
  • Fase Energética: Tipo de ligação elétrica da unidade:
  1. Monofásico;
  2. Bifásico;
  3. Trifásico.
  • Valor de Iluminação Pública: Contribuição municipal obrigatória;
  • Valor da Tarifa (R$/kWh): Preço da energia consumida da rede;
  • Valor da Tarifa Injetada (R$/kWh): Tarifa aplicada à energia excedente injetada na rede;
  • Alíquota (%): Percentual de encargos aplicados sobre a energia injetada;
  • Porcentagem de Simultaneidade (%): Estimativa da parcela da geração que ocorre ao mesmo tempo em que há consumo;
  • Coeficiente Tarifa Fio B (%): Percentual da tarifa de distribuição aplicado à energia injetada.



Lógica do Cálculo


Taxa de Disponibilidade


Mesmo com energia solar, a distribuidora cobra uma taxa mínima, chamada de taxa de disponibilidade, que varia conforme o tipo de ligação elétrica:

  • Monofásico: R$ 30,00;
  • Bifásico: R$ 50,00;;
  • Trifásico: R$ 100,00.


Essa taxa garante a infraestrutura da rede elétrica disponível para o consumidor.


Coeficiente de Simultaneidade

Nem toda a energia gerada é consumida instantaneamente. Parte dela é injetada na rede. Para representar isso, utiliza-se o coeficiente de simultaneidade:
O fator ajusta a quantidade de energia considerada como excedente (injetada).


Cálculo do Valor da Energia Injetada

Calcula-se o valor da energia injetada, aplicando o coeficiente tarifário e a tarifa injetada, somente se esta for maior que a taxa de disponibilidade:
O valor é adicionado ao total da conta apenas se exceder a taxa de disponibilidade.


Encargos sobre a Energia Injetada

Os encargos são calculados sobre a energia injetada:

Sobras de Consumo (Quando o Consumo é Maior que a Geração)

Se o consumo ultrapassar a geração em mais de 50 kWh, cobra-se o excedente ao preço regular:

Aplicação da Taxa de Disponibilidade

Se aplicável, a taxa de disponibilidade é multiplicada pelo valor da tarifa para determinar seu impacto total na conta.


Cálculo do Valor Total da Conta

O valor total é a soma dos componentes calculados:
O valor injetado for menor que a taxa de disponibilidade, esta é incluída no total para garantir que a taxa mínima seja cobrada.


Conclusão

Este método de cálculo proporciona uma abordagem detalhada e clara para determinar o valor da conta de energia solar. Compreender cada componente e como eles são calculados ajuda usuários de sistemas fotovoltaicos a gerenciar eficientemente seus custos de energia, assegurando que aproveitem ao máximo os benefícios financeiros da energia solar.


Exemplos Práticos com Tarifas da Copel



Fatores Influenciadores no Cálculo


O cálculo do valor da conta de energia solar considera os seguintes elementos:

  • Consumo de Energia: Total de energia em kWh consumida pela residência ou estabelecimento;
  • Geração de Energia: Total de energia em kWh produzida pelo sistema fotovoltaico;
  • Taxa de Disponibilidade: Valor fixo dependendo do tipo de conexão elétrica (monofásica, bifásica ou trifásica);
  • Tarifa de Energia: Custo por kWh consumido, estabelecido pela Copel em R$ 0,65 por kWh;
  • Tarifa de Energia Injetada: Custo por kWh de energia gerada e não consumida, reinjetada na rede elétrica, pela tarifa de fio B da Copel em R$ 0,14 por kWh;
  • Aliquota e Encargos: Percentual de encargos sobre a energia injetada, estabelecido em 2%;
  • Porcentagem de Simultaneidade: Estimativa do uso simultâneo de energia gerada com o consumo, influenciando o quanto de energia é considerada injetada na rede.


Cenário 1: Valor Injetado Maior que a Taxa de Disponibilidade


Configurações


  • Fase Energética: Bifásica - 50 kWh;
  • Consumo de Energia: 3.000 kWh;
  • Geração de Energia: 3.000 kWh;
  • Taxa de Disponibilidade: R$ 32,50;
  • Valor da Iluminação Pública: R$ 20.


Cálculo Detalhado


  1. Energia Injetada:

Porcentagem de Simultaneidade: 0%
Energia Injetada Ajustada: 3.000 kWh - 100%


  1. Valor Injetado:

Tarifa de Fio B Ajustada: 3.000 kWh * R$ 0,14 * 30 % = R$ 126


  1. Encargos sobre a Geração Injetada:

Valor dos Encargos: 3.000 kWh * R$ 0,65 * 2% = R$ 39


  1. Valor Total da Conta:

Soma dos Valores: R$ 126 + R$ 39 + R$ 20 = R$ 185
Aplicação da Taxa de Disponibilidade: Não será aplicado a taxa de disponibilidade pois o Valor Injetado (R$ 126) é maior que a taxa de disponibilidade (R$ 32 ).


Cenário 2: Valor Injetado Menor que a Taxa de Disponibilidade


Configurações


  • Fase Energética: Monofásica - 30 kWh;
  • Consumo de Energia: 200 kWh;
  • Geração de Energia: 150 kWh;
  • Taxa de Disponibilidade: R$ 19,50;
  • Valor da Iluminação Pública: R$ 20.


Cálculo Detalhado


  1. Energia Injetada:

Energia Injetada Ajustada: 120 kWh (150 kWh * 80%).


  1. Valor Injetado:

120 kWh R$ 0,14 * 30% = R$ 5,04.


  1. Encargos sobre a Geração Injetada:

Valor dos encargos: 120 kWh * R$ 0,65 * 2% = R$ 1,56.


  1. Valor Total da Conta:

Soma dos Valores: R$ 19,50 + R$ 20 + R$ 1,56 = R$ 41,06.
Aplicação da Taxa de Disponibilidade: como R$ 5,04 é menor que R$ 19,50, o valor final da conta é ajustado para R$ 41,06 para atender a taxa mínima de disponibilidade.



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Atualizado em: 15/07/2026

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