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Fontes de Irradiação Solar: Entendendo as Diferenças entre Atlas Direta normal, Global Horizontal e Plano Inclinado

A irradiação solar é um dos principais insumos para o dimensionamento e a simulação de sistemas fotovoltaicos. A escolha correta da fonte de dados impacta diretamente a estimativa de geração de energia, a viabilidade econômica do projeto e a precisão técnica das propostas.

Na Groner, a irradiação solar é obtida a partir da Atlas 2, uma base de dados especializada, que disponibiliza diferentes formas de análise da radiação solar conforme o tipo de superfície e aplicação do sistema fotovoltaico.

Neste artigo, você entenderá as diferenças conceituais entre as principais abordagens da Atlas 2:

Direta Normal (DNI), Global Horizontal (GHI) e Plano Inclinado.


O que é a Atlas 2?

A Atlas 2 é uma base de dados de irradiação solar desenvolvida a partir de modelos climáticos avançados e dados meteorológicos consolidados, oferecendo maior nível de detalhamento regional quando comparada a bases globais genéricas.

Ela é amplamente utilizada em estudos solares, projetos fotovoltaicos e simulações energéticas, permitindo análises mais precisas ao considerar diferentes formas de incidência da radiação solar.

A Atlas 2 disponibiliza a irradiação solar sob diferentes perspectivas, possibilitando escolher a mais adequada conforme o tipo de sistema e o nível de precisão desejado.


Atlas 2 – Direta Normal (DNI)

A Direta Normal Irradiance (DNI) representa a radiação solar direta que incide perpendicularmente aos raios solares.

Esse tipo de irradiação considera exclusivamente a energia que vem diretamente do sol, não incluindo:

  • Radiação difusa (espalhada pela atmosfera)
  • Radiação refletida pelo solo

Por ser calculada em um plano sempre normal à posição do sol, a DNI é especialmente relevante para sistemas capazes de acompanhar o movimento solar ao longo do dia.


Indicação conceitual:

  • Sistemas com trackers solares
  • Usinas solares de grande porte
  • Projetos focados em radiação direta


Atlas 2 – Global Horizontal (GHI)

A Global Horizontal Irradiance (GHI) corresponde à radiação solar total recebida por uma superfície horizontal.

Ela é composta por:

  • Radiação direta
  • Radiação difusa

A GHI não considera a inclinação ou orientação específica dos módulos fotovoltaicos, mas fornece uma excelente referência da disponibilidade média de energia solar em uma determinada região.

Por esse motivo, é amplamente utilizada como base para análises iniciais e estudos de potencial solar.


Indicação conceitual:

  • Avaliação do potencial solar regional
  • Estudos energéticos preliminares
  • Referência inicial para sistemas fotovoltaicos fixos


Atlas 2 – Plano Inclinado

A irradiação em plano inclinado é a forma mais próxima da condição real de operação de um sistema fotovoltaico.

Esse cálculo considera:

  • Inclinação do plano
  • Orientação (azimute)
  • Radiação direta
  • Radiação difusa
  • Radiação refletida pelo solo (albedo)

Ao levar em conta a geometria real da instalação dos módulos, o plano inclinado fornece a estimativa mais precisa de geração de energia, sendo o mais indicado para análises técnicas e comerciais.


Indicação conceitual:

  • Dimensionamento técnico de sistemas fotovoltaicos
  • Simulações de produção energética
  • Propostas comerciais e projetos executivos


Comparação conceitual das abordagens da Atlas 2

Tipo de irradiação

Superfície considerada

Componentes da radiação

Nível de precisão para FV

Atlas 2 – DNI

Normal ao sol

Direta

Médio (trackers)

Atlas 2 – GHI

Horizontal

Direta + Difusa

Médio

Atlas 2 – Plano Inclinado

Inclinada

Direta + Difusa + Refletida

Alto


Conclusão

A Atlas 2 oferece diferentes abordagens de irradiação solar para atender às diversas necessidades dos projetos fotovoltaicos. Enquanto a GHI e a DNI são mais indicadas para análises iniciais ou sistemas específicos, a irradiação em plano inclinado é essencial para garantir maior precisão nas estimativas de geração e na viabilidade econômica das propostas.

A escolha correta da abordagem deve considerar:

  • O tipo de sistema fotovoltaico
  • O nível de detalhamento necessário
  • A fase do projeto (estudo, proposta ou execução)

Dessa forma, é possível obter cálculos mais confiáveis, técnicos e alinhados com a realidade de cada instalação.

Atualizado em: 18/01/2026

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